Movimento continuo de imobilidade II

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Acordo meio sonolenta
Me balançando enquanto corto o vento
Olho pro horizonte
E vejo o sol nascendo
Sem pressa de aparecer por inteiro
Iluminando cada coisa
Que está sob o firmamento
Vagarosamente as coisas tomam vida
Se enchem de cores poéticas
Quase que como uma cantiga
E eu fico a observar as peripécias
Das coisas da vida
Me balançando enquanto corto o vento
Olhando pra dentro de minhas veias
Enquanto a seiva me faz crescer pra cima
Enquanto isso acontece
Vi muita coisa mudar
Mas o dia e a noite
Estão sempre no mesmo lugar
E logo mais um dia se finda
E eu que não posso deitar
Fico olhando o som se pôr
Imaginando onde este foi descansar
Um dia um fotografo veio dizendo
Que uma foto minha ia tirar
Revelar o belo momento
Em que eu entrego ao vento
E os ultimos raios de sol
Vem me acariciar.

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