¬Não se preocupe, eles nunca ouvem mesmo! Meu nome é Jéssica e o seu?
Nossa qual é?! Ele havia treinado a cantada a noite toda e não conseguia dizer sequer o próprio nome. ¬¬
¬Ahhh, Aroldo.
¬Prazer Aroldo, bom já já ele vem te trazer tua cerveja, qualquer coisa, estou sentada ali naquela mesa ok?
¬Ahan…
¬HAHAHA, você não parece ser um cara q fala muito né!
¬ É, na verdade é a primeira vez que venho aqui.
¬ Então vem comigo que vou te apresentar a galera.
Aroldo se deu conta que não mandava mais nas próprias pernas, elas estavam seguindo Jéssica em toda a parte, ele não reconheceu ninguém, nem decorou o nome de ninguém, estava extasiado demais para pensar no que quer que fosse. Sentaram-se novamente nas cadeirinhas redondas que haviam em volta do balcão. Então ele começou a prestar atenção no lugar em que estava. Tinha tanta gente bebendo e rindo alto que ele mal conseguiu prestar atenção ao seu redor. As paredes do bar eram todas revestidas com uma madeira bem escura que dava uma sensação de conforto; obvio que não para ele, mas para as pessoas que estavam a sua volta; as mesas e as cadeiras eram de madeira escura também. Começou a procurar os banheiros também, para saber onde se esconder caso fosse preciso, nunca se sabe quando se pode ter um ataque de pânico. Interrompendo seus pensamentos ele sentiu alguma coisa viva em seu bolso, desesperado para se livrar da coisa, acabou colocando o bolso da calça para fora e derrubando seu celular que estava tocando desesperado. ‘Idiota, era só o celular, o que mais poderia ser?’ Pegou o celular do chão, era sua mãe perguntando que horas ele ia voltar quando ele foi pego de surpresa pelas costas.
¬Olha aqui sua cerveja esquisitinho.
¬AROLDO você está tomando cerveja e se drogando???
¬ Não mãe, estou perto da faculdade tomando um refrigerante, a cerveja é para um cara aqui do lado.
¬Ah sim, sei que você não vai fazer nenhuma besteira, volte cedo!
¬ Está bem mamãe! Tchau.
¬Mamãe? – riu Jéssica- Não se esqueça das camisinhas menino!
Nossa era humilhação demais para um nerd só!
¬É, ela é muito preocupada, filho único, sabe como é.
¬ Sei sim, também sou. Olha tua cerveja está esquentando. Espera, GARÇOM TRAZ OUTRO COPO! Você não pode beber sem brindar, já ouviu falar da maldição?
¬ Maldição?
“Nossa era só o que faltava, já não era difícil beber, ainda tinham regras? O que era mais que iam fazer para acabar com a vida das pessoas? ‘Se não virar o primeiro copo morre antes que acabe a garrafa’? Não, acho que não é para tanto, agora tire essa cara de imbecil e ouça o que a moça vai te dizer!”
¬ É, se beber sem brindar com quem está conversando são sete anos sem trepar! Vai me dizer que você não sabia dessa?
¬Ah, já ouvi algo a respeito.
“Mentiroso, mal conhecia a moça e já estava mentindo, mas espera então ela está mesmo a fim de conversar comigo. Carambolas, vou ter um infarto. Respira, respira, RESPIRA IDIOTA.” Enquanto ela ria gostosamente, provavelmente da cara de Aroldo por estar totalmente dentro de sua própria cabeça, ou roxo por ter esquecido de respirar por um momento; o copo dela chegou e numa naturalidade que o teria feito abrir a boca; mas não o fez porque ainda estava pensando em respirar pelo nariz; ela se serviu, sem derramar nem uma gota.
¬E então? Qual são teus planos para essa noite Aroldo?
E agora? qual será a reação de Aroldo? Será que ele vai peidar? Será que ele vai desmaiar? Ter um infarto? Descubra você mesmo! Continue vindo nessa mesma página, neste mesmo blog!